Esse assunto costuma ser muito delicado. As pessoas costumam se negar a acreditar que os quadros obsessivos se dão a partir de portas que nós mesmos deixamos abertas. A obsessão é o domínio ou ação persistente e intencional que alguns espíritos impõem sobre outros. Todo ser é herdeiro de si mesmo, de seus atos anteriores, plasmando o seu destino futuro, do qual não conseguem evadir-se.
As qualidades negativas, o egoísmo, o ódio, o desamor e os vícios são portas abertas às obsessões e perturbações de toda espécie. A obsessão apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral - sem perceptíveis sinais exteriores - até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Obsessão é, ainda, impertinência, perseguição, vexação, idéia fixa doentia, mania, independentemente do estado em que o ser se encontre encarnado ou desencarnado. Obsessão é a causa da maioria das doenças mentais, superlotando hospitais psiquiátricos, mostrando o clamoroso fracasso das religiões em sua missão de religar a criatura ao Criador. É a resultante da negação sistemática da realidade espiritual. Mas ela sempre tem haver com as brechas cármicas aliado ao comportamento do indivíduo.
Há que se abolir preconceitos científicos e religiosos e penetrar corajosamente no mundo dos espíritos e buscar lá a etiologia das síndromes psicopatológicas.
A obsessão é sempre o fruto das transgressões à grande Lei de Harmonia Cósmica, que provocam verdadeiras brechas cármicas nos campos vibratórios de proteção do ser, tomando-o vulnerável. Podemos incluir como sua grande aliada a autobsessão que estudaremos mais a frente.
As qualidades negativas, o egoísmo, o ódio, o desamor e os vícios são portas abertas às obsessões e perturbações de toda espécie. A obsessão apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral - sem perceptíveis sinais exteriores - até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Obsessão é, ainda, impertinência, perseguição, vexação, idéia fixa doentia, mania, independentemente do estado em que o ser se encontre encarnado ou desencarnado. Obsessão é a causa da maioria das doenças mentais, superlotando hospitais psiquiátricos, mostrando o clamoroso fracasso das religiões em sua missão de religar a criatura ao Criador. É a resultante da negação sistemática da realidade espiritual. Mas ela sempre tem haver com as brechas cármicas aliado ao comportamento do indivíduo.
Há que se abolir preconceitos científicos e religiosos e penetrar corajosamente no mundo dos espíritos e buscar lá a etiologia das síndromes psicopatológicas.
A obsessão é sempre o fruto das transgressões à grande Lei de Harmonia Cósmica, que provocam verdadeiras brechas cármicas nos campos vibratórios de proteção do ser, tomando-o vulnerável. Podemos incluir como sua grande aliada a autobsessão que estudaremos mais a frente.
As obsessões podem ser:
a. De desencarnado sobre desencarnado.
b. De encarnado sobre desencarnado e vive versa.
c. De encarnado sobre encarnado.
b. De encarnado sobre desencarnado e vive versa.
c. De encarnado sobre encarnado.
Quanto a forma de atuar as obsessões podem ser: 1. Obsessão Simples - É mono-obsessão quando há um único espírito agindo sobre outro, e poli-obsessão quando há vários obsessores sobre uma mesma vitima. Nas obsessões simples a ação é superficial. Não há utilização de recursos mais sofisticados. Suas conseqüências são também relativas. Na poli-obsessão já há multiplicação de energia e, às vezes, até implantação de aparelhos eletrônicos no sistema nervoso da vitima, com danos irreversíveis. 2. Obsessão recíproca - quando dois seres reagem ou revidam um ao outro, caracteriza-se pela reação do obsidiado ao obsessor 3. Simbiose - obsessão onde ocorre uma associação biológica de seres vivos com benefício mútuos. Um vampirizando o outro. Podendo chegar a situações críticas de difícil separação. 4. Obsessão Complexa - Podemos considerar obsessão complexa todos os casos onde há ação de magia-negra (goércia), implantação de aparelhos parasitas, campos de força magnéticos de ação contínua (provocadores de desarmonias tissulares que dão origem a processos cancerosos), inibição da criatividade das pessoas, destruição de projetos de vida, parasitismo, vampirismo, etc 5. Subjugação - é a última e mais trágica de todas as fases de uma obsessão, onde ocorre a paralisia da vontade da vítima. Nesta altura o enfermo já está totalmente dominado pelo obsessor e tem inicio o processo de autodestruição e agressão aos circunstantes. 6. Obsessão indireta - ocorre quando o obsessor não conseguindo atingir o desafeto volta-se para alguma pessoa que lhe seja cara. 7. Fascinação - neste caso o obsessor produz uma espécie de ilusão sobre os pensamentos da vítima, que adota opinião irredutível, distorção de valores, comportamento excêntrico e acredita ter razão sempre. 8. Pseudo-Obsessão - tipo de obsessão em que o obsessor não deseja o mal para a vítima. Ex.: amor ciumento. . Arquipadia - é a ação de magia antiga, sem a presença de obsessores, originária em outras vidas, mas atuando ainda hoje. Que pode ter sido feita para a vitima de hoje em outra existência, ou feito pela própria vítima de hoje em outras existências para outras pessoas como feiticeiro ou encomendada. 9. Autobsessão - tipo de obsessão em que cenas desagradáveis do passado interferem no presente, provocando desajustes. É ação dos próprios níveis de consciência do encarnado sobre ele mesmo. 10. Parasitismo - obsessão em que o obsessor fica diretamente ligado à vítima sugando suas energias e trazendo prejuízos generalizados. Pode ser consciente, quando praticado por obsessores maléficos ou inconscientes, como nos casos de encosto por afinidade. 11. Vampirismo - obsessão provocada por entidades ociosas que se valem das possibilidades alheias. São os exploradores do além; seres perigosos que habitam cavernas do astral e agem, normalmente, à noite. Têm plena consciência de seus atos. Tratamento das Obsessões No tratamento de qualquer obsessão impõe-se a harmonização do encarnado e do desencarnado, conscientização de ambos e retomada de objetivos superiores dentro de padrões ético-evangélicos, exigindo muitas vezes recursos da ciência terrena em conjunto com a terapia espiritual. É fundamental que ambos adotem os nobres princípios do Evangelho, receba passes magnéticos e terapêuticos, água fluidificada e participem de sessões de desobsessão, mesa apométrica. É imprescindível, também, a eliminação de vícios e uma reordenação de pensamentos, sentimentos e ações. |
PERGUNTAS FREQÜENTES
Um espírito pode ser eternamente mau?
Quando se fala em espíritos maus não se quer dizer que eles o sejam eternamente, ou que já tenham sido criados assim. Eles não são diferentes de nós, apenas seguiram por caminhos em desacordo com as leis cósmicas descendo moralmente aos mais diversos níveis. Há obsessores que agem com maldade apenas em relação aos objetos do seu ódio. Outros sentem verdadeiro prazer em serem maus e há mesmo aqueles terrivelmente perversos, cruéis, verdadeiros monstros de maldade e perversões de toda natureza. São os que muitos classificam como Demônios, Satanás, Diabo etc.
Mas o espírito nunca regride em sua evolução. Os valores adquiridos permanecem latentes em seu inconsciente, e suas quedas morais são temporárias, mesmo que durem milênios.
Muitos espíritos, ao alcançarem um grau mediano de evolução através das experiências reencarnatórias no bojo do tempo, quando se lhes começa a despertar a consciência divina, chamando-os para o Alto, preferem as atrações inferiores, mergulhando fundo nas paixões. E, nesse impasse entre os ditames da consciência e suas escolhas, tratam de abafar os chamamentos superiores, isolando-se da essência de seus próprios espíritos, que é luz de Deus. É como se envolvessem a consciência num energismo de negação, abafando-a. Mas todos eles, dos maus aos piores, um dia se cansarão da própria maldade, retomando o caminho da evolução. Deus não iria criar seres que pudessem, para sempre, votar-se ao mal.
Há inúmeras narrativas de espíritos sobre episódios em que algum desses terríveis “medalhões do mal” acaba abandonando as regiões inferiores, decidido a mudar de vida, passando a preparar-se para nova reencarnação que, certamente, será muito sofrida, mas representa o passo inicial em sua retomada evolutiva. Nesses casos geralmente há a atuação de alguém que lhe é muito caro, como por exemplo, alguém que fora sua mãe na Terra, e que desce de regiões de luz e harmonia para convencer aquele ser amado a mudar de rumo.
Já os espíritos que alcançaram maior grau de evolução, cujas consciências já se encontram harmonizadas com o esplendor das leis divinas, esses não mais se sentem atraídos pelos chamamentos inferiores, porque já eliminaram de si mesmos todos os resíduos da natureza animalizada. Aquela lenda sobre o Anjo que sentia inveja e tinha a ambição de assemelhar-se a Deus e por isso foi lançado ao inferno, tem simbolismos diferentes, porque um ser espiritual tão elevado não cai. A ambição, a inveja, o ódio, o egoísmo e assemelhados, são valores negativos que somente vigoram nas faixas primárias da evolução.
Por que algum espírito se põe a obsidiar uma pessoa reencarnada?
As obsessões quase sempre acontecem por questões de vingança, e podemos mesmo dizer que os obsessores são nossos cobradores. Eles estão nos cobrando algum mal que lhes fizemos, geralmente, em vidas passadas.
Também existem casos de obsessão por espíritos que foram abortados. Vendo frustrados os seus ideais de retornarem à Terra, através da reencarnação, procuram vingar-se das mulheres que lhes deram acolhida, mas em seguida os expulsaram de seus ventres.
Inúmeros processos obsessivos também têm início em condutas viciosas, ou que estejam em conflito com valores morais, porque nestes casos os semelhantes se atraem.
Há ainda os casos de obsessão encomendados em “terreiros” que trabalham para o mal.
Como pode alguém contrair uma obsessão através da sua conduta?
Nas atividades mediúnicas e também na bibliografia psicografada, encontram-se inúmeras narrativas sobre pessoas que freqüentavam ambientes de baixo nível moral-espiritual, como por exemplo, lupanares, onde atraíam espíritos viciados em sexo que passavam a acompanhá-los, induzindo-os à luxúria e à devassidão, a fim de poderem locupletar-se com as energias sexuais degeneradas que eram geradas nesses atos.
Da mesma forma com relação aos mais diversos vícios, e até mesmo a condutas desonestas ou outras que ferem a ética cósmica.
Todos nós temos as companhias espirituais que atraímos através das nossas atitudes e ações.
Que é possível fazer-se para “curar” uma obsessão?
Em qualquer processo de obsessão o remédio está numa conduta assentada na ética cósmica; está na reforma interior. Também é importante procurar um centro espírita, para receber passes e orientações, e para que o espírito obsessor possa ser devidamente assistido em trabalhos específicos. Os centros espíritas são instituições onde melhor se conhece esses assuntos e onde se trabalha sistematicamente para ajudar em situações como essas.
Mas a cura depende principalmente do obsidiado, do esforço que faça pelo próprio crescimento e iluminação. Quando consegue desenvolver amor em seus sentimentos, transformando-o numa constante em suas atitudes, com isso estará elevando a própria freqüência vibratória, fugindo á sintonia que tinha com o espírito obsessor. Isto é muito importante porque essas perseguições espirituais movidas por sentimentos de vingança mostram que o perseguido de hoje é o algoz de ontem, ou seja, tem uma dívida kármica que precisa resgatar. Nestes casos a melhor forma de resgate está em conseguir o perdão do obsessor e ajudá-lo a encontrar o caminho para seu próprio crescimento espiritual. Para isso, os centros espíritas ajudam muito com os trabalhos de desobsessão, que são realizados com muito amor.
Quando algum espírito perseguidor, ou mesmo alguma entidade de baixíssima condição espiritual é envolvido nas vibrações de amor do grupo, observa-se nele grandes mudanças.
Um médium vidente presente aos trabalhos pode observar como essas mudanças são radicais. Um espírito de baixa vibração geralmente é visto pelos videntes com aparência feia e até mesmo horrível, e vestido ou envolvido em roupagens escuras, mal-cheirosas e de desagradável aspecto. Mas, quando recebe a vibração de amor do grupo e do médium que o incorpora, algo nele começa a se desintegrar. Então, o doutrinador conversa com ele, levando-o a ver que assim está prejudicando a si mesmo, atrasando a própria evolução. Procura levá-lo a perdoar e a se afastar de quem está perseguindo. Os espíritos benfeitores, responsáveis pelo trabalho, também usam inúmeros outros recursos, tais como trazer algum espírito que foi muito querido ao obsessor, para tentar convencê-lo a perdoar e abandonar a perseguição. Assim, com o desenrolar dos trabalhos até a sua aparência vai se modificando para melhor.
Para desmanchar “trabalhos de terreiro”, que é preciso? Procurar o Espiritismo?
O Espiritismo não lida de forma direta com nada relacionado a macumbas ou outros “trabalhos de terreiro”, mas ajuda e ensina como agir nos casos de perseguições espirituais de qualquer natureza.
Essas perseguições, na verdade, só nos alcançam quando encontram pontos de sintonia em nossa intimidade.
Assim, se procuramos vivenciar os valores da alma, em sua profundidade, estamos mudando nossa sintonia e ficando fora do alcance de tais perseguições.
Também é certo que muitas vezes elas nos atingem, porque ainda guardamos em nossa consciência profunda algum "lixo" acumulado em vidas passadas. Por isso, muitas pessoas boas se tornam vítimas de macumbas, obsessões, inveja e assemelhados.
Mas mesmo nesses casos, se fizermos uma verdadeira reforma em nosso interior, passando a vivenciar o perdão pleno, a fraternidade, e outros valores éticos, fazendo do amor universal o nosso alicerce de vida; se buscarmos Deus, em oração, com certeza minimizaremos quaisquer efeitos negativos de tais perseguições, e até mesmo, podemos acabar com elas.
Também ocorre muito amiúde pensarmos que alguém nos botou macumba, quando essa macumba foi feita por nós próprios, pelos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações em desacordo com as leis cósmicas.
Em quaisquer casos, no entanto, é importante procurar um centro espírita para receber passes, que representam poderosa ajuda, além das palestras explicativas ou de teor evangélico, que ajudam na elevação da nossa freqüência vibratória.
Se a Obsessão é uma doença da alma, quais são seus sintomas?
A obsessão apresenta sintomas tais como: angústia, depressão, perturbação do sono (insônia ou pesadelos), mau humor, desinteresse pelo estudo ou pelo trabalho, isolamento social, pensamentos suicidas, desregramento sexual etc. Não se segue daí, que se conclua que todos os portadores desses sintomas estejam obsediados. Há diversas outras causas, conhecidas da ciência médica, que podem provocar sintomatologia semelhante.
E como se pode tratar essa doença espiritual?
A obsessão, sendo uma doença da alma, deverá ser curada definitivamente com a melhoria do indivíduo no campo moral e intelectual. O Espiritismo (doutrina de Allan Kardec) oferece tratamento seguro para essas doenças, pois trata o problema abordando os dois lados da vida. Se for um Espírito desencarnado, ele será chamado por meio de evocações particulares, nas reuniões sérias de intercâmbio espiritual, para uma conversa e conscientização do mal que está praticando. Do lado do encarnado, se cuidará de tratar com a evangelização (moralização) e pela fluidoterapia (aplicação de passes), levando-o ao entendimento do que precisa fazer para libertar-se do mal.
Como o Espírito recém-desencarnado recebe um novo envolvimento amoroso de sua esposa, ainda encarnada no mundo material? Ele não o aceita? Poderá interferir nessa relação? Há um tempo de espera, para que o cônjuge encarnado possa ter novo relacionamento sem magoar quem já desencarnou?
Quando o Espírito se desprende da carne, ele entra em uma outra dimensão de vida que é a vida espiritual. Lá, terá um nova percepção das coisas, tendo um raciocínio mais livre, mais pleno, pois não está mais confinado aos limites da matéria. Compreende que viverá outros aprendizados e que os afetos deixados na vida terrena igualmente terão também experiências necessárias ao progresso individual e coletivo. Entretanto, se ele for um Espírito pouco adiantado, permanecerá preso ao seu mundo mental, vivenciando as situações que vivia quando em vida, principalmente se cultivou paixões e sentimentos de posse exacerbados.
Poderá com isso sofrer, se seus entes queridos agem com desinteresse afetivo por ele, se entram em disputa por heranças ou mesmo se seus "amores" interessam-se por outras pessoas. Poderá interferir na vida das pessoas, muitas vezes originando processos obsessivos.
Neste caso, deve-se procurar ajuda espiritual numa casa espírita kardecista, para que o problema seja devidamente equacionado. Claro, essas situações de perturbações são de exceção. Normalmente o que se observa é a compreensão por parte de quem partiu. Não há um tempo específico que seja adequado para que se tenha novo envolvimento amoroso. Vai depender da situação de cada criatura. Nas relações verdadeiras, sinceras e duradouras, geralmente quando um parte o outro permanece um bom tempo sem que encontre substituição em seu coração, quando não opta por permanecer sozinho. Entretanto, nas relações difíceis, que são maioria esmagadora no planeta, a perda não se constitui em problema. Todas essas coisas são regidas pelos sentimentos. O tempo, neste caso, é o que menos importa.
Gostaria de saber como se identifica uma obsessão de encarnado para desencarnado. E como se livrar disso?
Sabe-se que a obsessão é uma espécie de constrangimento de um Espírito sobre outro e que isso se dá através da lei das afinidades espirituais (vide pergunta 42). Portanto, as influências ruins podem partir dos encarnados para os desencarnados também. Geralmente isso acontece nas situações onde entre os dois indivíduos existe uma relação em desequilíbrio, tanto de "amor" quanto de "ódio". Pode parecer estranho que se afirme que relações de amor possam gerar processos obsessivos, mas o amor desmedido e possessivo entre duas pessoas (mesmo que seja entre mãe e filho), geram desequilíbrios os mais diversos. Se um deles desencarna é claro que o sentimento permanece o mesmo, a menos que um deles venha a se libertar dele através do esclarecimento. Da mesma forma nos casos de pessoas que desencarnam deixando heranças em que os herdeiros ficam insatisfeitos e não tinham boa relação de afeto com o desencarnado, gerando condições fluídicas mórbidas que envolvem os dois planos. A única forma de se livrar desses problemas é buscando o esclarecimento, procurando uma casa espírita que tenha experiência nesse tipo de atendimento. O tratamento espiritual, esclarecendo os envolvidos no processo, aliado à mudança de postura do indivíduo é a chave para os problemas espirituais de toda ordem.
A depressão pode estar relacionada com obsessão? Como?
Os processos obsessivos moderados e graves levam quase sempre a um estado mórbido mental, que favorece enormemente os estados depressivos, com toda a sintomatologia que esta doença produz. Entretanto, nem todos os quadros depressivos podem ser atribuídos às influências espirituais. Existem mecanismos orgânicos, decorrentes de falhas em sínteses hormonais que explicam cientificamente a depressão. Evidentemente que mesmo nesses casos, pode haver influenciação espiritual por conta da atitude mental da criatura, embora não seja esse o agente causador do processo.
Há a possibilidade de ocorrer uma auto-obsessão, ou seja, de uma pessoa encarnada ser obsediada por ela mesma?
Sim, há essa possibilidade e não é rara. São pessoas que se encontram numa condição mental doentia, atormentando-se a si mesmo. Vivem em um mundo de desarmonia interior e buscam culpar tudo o que há em sua volta, gerando cada vez mais sofrimentos para si mesma e para quem com ela convive. As causas geralmente residem nos problemas anímicos do indivíduo, ou seja, nos seus próprios dramas pessoais. São traumas, remorsos, culpas e situações provindas do seu mundo íntimo e que prejudicam sua normalidade psicológica. Certamente, por conta de sua atitude mental, entram em sintonia com ambiente espiritual de igual teor, o que agrava o quadro, embora não seja esta a causa determinante da enfermidade. Além da evangelização espírita, costumam-se beneficiar-se enormemente com as psicoterapias, no que devem ser estimulados.
Uma convulsão poderá ser sintoma de uma obsessão?
Geralmente as convulsões não são sintomas de obsessão (embora ela possa aparecer associada à enfermidade). As convulsões propriamente ditas são ocasionadas por falhas na estrutura orgânica do homem e necessita de tratamento médico especializado. As alterações do sensório ocasionadas por influências espirituais, não configuram convulsões com o cortejo clínico estudado pela ciência médica terrena. Portanto, há que se ter cautela ao lidar com pessoas que tem crises convulsivas e que querem tratar-se nas casas espíritas. Elas podem ser portadoras de enfermidade epiléptica e necessitam de avaliação médica. Crises de subjugação possuem algumas características das crises epilépticas, mas são bem diferentes. Na epilepsia quase sempre o paciente perde a consciência e desfalece, com movimentos motores involuntátios. Na crise de subjugação, não! Observa-se brusca mudança de comportamento e o perturbado pode cair ao chão, porém, não desfalece e comporta-se como se fosse uma outra pessoa.
Como devemos proceder junto a uma pessoa que está sob o império da fascinação?
Casos de fascinação são muito comuns entre encarnados, e mesmo dentro das casas espíritas que endeusam seus médiuns ou dirigentes. Antes de concluirmos se uma pessoa está sendo vítima da terrível fascinação, é preciso pesar na balança do bom senso. Levemos o problema ao exame de sociedades idôneas, que não estejam sob o domínio das nossas idéias, para opinarem. Se tivermos certeza da obsessão, devemos procurar orientar aquele que padece. Havendo abertura, temos que ir esclarecendo o enfermo aos poucos, fazendo-o ver a presença da má influência. O que acontece na maioria das vezes, é a existência. O espírita é orgulhoso e, geralmente, não aceita que esteja mal assistido. Nestes casos, o melhor é deixá-lo nas mãos da influência em que se compraz. Só aprenderá com a dor.
Considerações
Os quadros obsessivos são realmente preocupantes e requerem tratamento adequado. Posteriormente haverão novas postagens com mais questões a respeito dessa “doença” causada por nós mesmos.
Autora: Jade Guerra


Muito bom, bastante esclarecedor. Gostaria de saber se O SUICÍDIO É UMA GOÉRCIA? ou SE PODE SER ORIGINADO PELA GOÉRCIA?
ResponderExcluir